Disfunção sexual masculina

15/01/2020

Vários são os elementos que promovem a disfunção sexual. Falta de desejo, ou libido, falha de ereção, ejaculação precoce (ou prematura) ou retardada, dor ou desconforto, e, por sermos singulares, há alguns outros transtornos que se apresentam dentro dessa área.

Acima dos 18 anos de idade é comum os meninos perceberem transtornos indesejados e a maioria deles está relacionada às emoções provocadas geralmente por conta das condições de suas rotinas diárias, como estresse, insegurança, preocupações, vícios (das mais variadas ordens), etc.

A Hipnoterapia é bastante utilizada e geralmente com resultados excelentes para as questões sexuais exatamente porque ela trabalha com as questões emocionais e/ou mentais.


Sexo é oportunidade de expressão pessoal

Embora as meninas também enfrentem desafios na área da sexualidade, os meninos encontram mais dificuldades para se expressar quando estão diante desse tipo de problema, pois, por ainda vivemos numa sociedade fortemente patriarcal, muitas vezes até o falar sobre o assunto promove constrangimentos na ala masculina.

Afinal, o que é expressão da pessoalidade individual? É permitir o fluir da natureza de quem somos. Você é brincalhão? Mais tímido? Mais dinâmico? Um pouco de tudo? Mais disso e menos daquilo? Sem necessariamente precisarmos de definições, assumir nossa pessoalidade sem nos envergonhar de quem somos é regra para conseguirmos manifestar adequadamente nossa inclinação para a expansão de nossa naturalidade. O assumirmos quem somos nos ajuda em termos profissionais, em termos de relacionamentos com as pessoas de modo geral - família, amigos - e inclusive em termos de relacionamentos sexuais.


Insatisfação consigo na área profissional era basicamente o que fazia com que ele tivesse dificuldade para segurar o "momentum" entre ele e sua parceira. Dizia que não conseguia segurar ereção, ejaculação e tudo o mais. O ajuste na crença de seus sonhos, na autoconfiança para planejar seu futuro, em sua segurança sobre sua própria natureza, foi o necessário para que ele voltasse a funcionar bem na cama.

[Luciene Lima, Hipnoterapeuta]

Além de causas orgânicas, como doenças neurológicas ou físicas, traumas, estresse ou preocupações em família ou no trabalho, até mesmo questões relativas a autoestima, insatisfações profissionais e até descrença no sistema político-econômico podem colaborar para com a perda do encanto que estimula o desejo.

Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay

A psicoterapia é o tratamento mais indicado para as questões relativas à sexualidade, já que a alopatia promove resultados temporários e muitas vezes causam dependência enquanto afetam outros órgãos do corpo. Inclusive alguns medicamentos acabam por contribuir para com a impotência sexual masculina. Acompanhe o trecho abaixo, do Prof. Alberto Dell'Isola, a respeito de medicamentos relacionados à impotência. 

 

Há três tipos de medicamentos em que há registros frequentes de casos relacionados à impotência.

Analgésicos

Analgésicos que contêm ibuprofeno na composição para tratamento da dor podem estar associados à disfunção erétil. Isso porque ele possui ação anti-inflamatória e analgésica, e seu uso por longos períodos interrompe a produção de testosterona, principal hormônio masculino.

Ansiolíticos

Conhecidos popularmente como tranquilizantes, eles são usados para diminuir a ansiedade e a tensão. Porém, como agem diretamente no sistema nervoso central, esses medicamentos têm o efeito de "desacelerar" os nervos, e, com isso, diminuem também a libido.

Antidepressivos

Ao alterar os neurotransmissores do corpo humano, os medicamentos antidepressivos acabam por afetar o desejo e a resposta sexual do indivíduo. Assim, a libido acaba tendo uma redução drástica no paciente.

[Alberto Dell' Isola, Professor de Psicologia e de Hipnose]


Hábitos antigos, pensamentos antiquados, vícios comportamentais, tudo isso também pode contribuir para com a chamada disfunção sexual. Desaprender pensamentos e emoções que alimentam comportamentos inibidores e limitantes, cirando novas perspectivas, construindo possibilidades de acesso a novas formas de considerar a realidade pessoal também contribui - positivamente - para o resgate do exercício de uma masculinidade sexualmente saudável.

Era viciado em pornografia quando adolescente. Então dizia que tinha problemas em desenvolver bons relacionamentos sexuais verdadeiros. Sentia tesão, mas na hora H...

Simular e descobrir a atmosfera que cerca cada relacionamento, trazer à tona a noção dos detalhes na relembrança dos cheiros, das texturas, dos sussurros e do que poderia se desenvolver a partir daí, o ajudou a soltar-se nos relacionamentos com suas parceiras.

[Luciene Lima, Hipnoterapeuta]

Como funciona isso?

Embora o corpo seja mecanismo atuante na expressão sexual, fazemos sexo com a mente. Assim, na Hipnoterapia, os recursos a serem utilizados terapeuticamente surgem da conversa inicial entre cliente/paciente e seu Hipnoterapeuta.

A Hipnoterapia atua num nível chamado de subconsciente impulsionando a mudanças positivas através do que chamamos de sugestões, onde são trabalhados elementos relativos ao reconhecimento da individualidade, do encorajamento da autoconfiança, da autoestima e da redescoberta das próprias possibilidades.

Distúrbios emocionais, mentais e comportamentais são avaliados no tratamento e, a partir da noção ajustada de que não somos máquinas de fazer sexo, e de que sexo é uma experiência pessoal que deve, e pode, ser prazerosa e frutífera psicológica, psíquica e emocionalmente, trazemos o tema para o lúdico, ressignificando a inclinação pessoal no resgate do romantismo, da intimidade, reequilibrando de modo jovial e espontâneo a noção desta brincadeira tão essencial para nossa rotina, desprogramando-nos dos vícios limitadores a fim de reaprendermos a ter relações sexuais satisfatórias. Nesse processo, metáforas, visualizações, propostas para o desenvolvimento da imaginação, são ferramentas abstratas para as quais chamamos a atenção de modo ao cliente/paciente fortalecer a tendência natural ao exercício da sexualidade pessoal.

A ejaculação precoce é um dos tipos mais comuns de problemas sexuais que os homens podem sofrer. De fato, entre 30 e 50% dos homens sofrerão pelo menos um episódio de ejaculação precoce em algum momento de suas vidas. Isso pode aumentar significativamente se álcool e drogas forem usados ​​regularmente.

Estudos com mais de 500 casais descobriram que, em média, os homens ejaculam entre cinco a seis minutos após a penetração. No entanto, homens que sofrem de ejaculação precoce geralmente relatam ejaculação entre um a dois minutos de penetração. Isso não é de forma alguma uma ciência exata, pois alguns homens com ejaculação precoce podem ejacular em segundos e sem o mínimo de estímulo. Além disso, pode ser uma condição ao longo da vida que pode estar presente na puberdade ou adquirida mais tarde na vida, geralmente após os 40 anos de idade.

[James Tiley, Hipnoterapeuta londrino]


Será porque eu sou...?

Se obesidade fosse motivo para desmotivação sexual, não haveriam gordinhos tão felizes na cama e magrinhos com problemas de ordem sexual.

Se magreza fosse motivo para desmotivação sexual, não haveriam magrinhos tão felizes na cama e gordinhos com problemas de ordem sexual. 

Se ter pênis desse tamanho ou daquele...você entendeu. 

Nós, seres humanos, somos criativos no que tange à autossatisfação e sempre encontramos modos para nos relacionar independente das supostas e aparentes dificuldades no que se refere aos desejos sexuais, isso porque sexo está relacionado à nossa espontaneidade, inocência e naturalidade.

Somos singulares, isto é fato. Mais fato ainda na prática. Isto é, encontramos formas para interagir e nos adequar fugindo do lugar comum que a maioria parece seguir. Encontrar formas de expressar nossa sexualidade independente do corpo, das chamadas deficiências físicas, das condições naturais incomuns e dos estorvos que utilizamos como justificativas para nos aprofundar em nossas possibilidades sexuais depende apenas do uso de nossa criatividade, de nossa predisposição e interesse pessoal em nos sentirmos saudáveis no que tange à sexualidade. Como eu disse, sexo ocorre primeiro na mente, o corpo é uma ferramenta de expressão mental.


O que acontece entre...fica entre vocês dois. Ou mais.

Sexo não começa necessariamente na cama - ou seja lá onde você goste de transar. Sexo começa no dia-a-dia. O local final é apenas cenário para a conclusão de uma relação que começou antes.

E falar a respeito de sexo é extremamente saudável para sermos bons de cama. E não falamos apenas com palavras. Comunicamo-nos de diversos modos. Cada um encontra seu próprio jeito. 

A sugestão de recursos, como o uso de brinquedos, chuveiros, ousadias, aproveitamento de situações propícias, relaxamento e entrega, acabam fazendo parte desse tratamento.

Não é necessário se preocupar com "o que começou vai terminar", tampouco com ideias de "será que estou fazendo certo?". Isso porque quando estamos nos relacionando sexualmente é conosco que estamos fazendo, embora através do parceiro.

Dar a si a liberdade de expressar-se é uma das chaves para obter bons resultados no relacionamento sexual. E sexo é atividade essencialmente natural a todos nós.

E quando nos sentimos limitados - sejam por questões emocionais ou socioculturais - é necessário buscar formas de autoexpressão que nos inclinem para a realização do que desejamos. No entanto, é necessário nos privar de falsas expectativas, pois...


As falsas expectativas

A Hipnoterapia não é um recurso para, experienciada, resolver os problemas relativos à sexualidade. É uma terapia e, como tal, assim se comporta. Isto é, é necessário investir no autoconhecimento que a terapia promove, na capacidade de criatividade pessoal e no uso do relaxamento, sempre presente em todas as atividades bem sucedidas que alcançamos.

A Hipnoterapia trabalha com esses recursos de modo único e individualizado. Assim, é bom estar pronto para que o trabalho percorra essas linhas comportamentais ao invés de pensarmos Hipnoterapia como uma ferramenta que resolve situações. Ela não é isso. Ela atua como auxiliadora na redescoberta de nossos potenciais e, respeitada como tal, garante os bons resultados que buscamos, pois, independente de nossa idade, a brincadeira sensual - ou seja, que se utiliza de nossos recursos sensórios - é atividade permitida e sempre está a nosso alcance. Basta encontrarmos o nosso jeito e o respeitarmos. Lá no fundo, tudo sempre depende de nós mesmos. Assim, investir em nós mesmos - de modo relaxado, tranquilo, confiante, - é a chave. Que está sempre em nossas mãos.